Paulo Bruscky (Recife, 1949). Vive e trabalha em Recife.
A obra de Paulo Bruscky se caracteriza pela utilização de novos meios. Desde 1966, publica desenhos, mas também estuda pintura e gravura, além de ter frequentado o ateliê do pai, que fazia ampliação de fotografias.
Trabalhando em instituições públicas, como a Fundação Joaquim Nabuco, utilizou as próprias ferramentas do emprego – carimbos, envelopes e documentos – em suas peças. Suportes efêmeros como xerox, fax, papéis de carta e heliografias, entre outros materiais, deram vida aos projetos e ao pensamento crítico de Paulo Bruscky. Faz parcerias com artistas como Daniel Santiago e se corresponde com integrantes dos grupos Fluxus, possuindo em seu acervo documental o maior acervo de trabalhos originais desses grupos na América Latina.
A política é um dos eixos de produção de Bruscky, sobretudo durante o regime militar brasileiro (1964-84). Assim, o artista assina, com Santiago, ações incômodas como Enterro aquático 1, em 1972 – um caixão funerário lançado no rio Capiberibe, boiando com a inscrição “ARTE” sobre o tampo.
Em 1981, o artista recebe o prêmio Guggenheim de artes visuais e, no ano seguinte, realiza pesquisas, como atividades da bolsa, em telecopier e xerofilmes na sede da Xerox, em Nova York. Em 2004, ganha sala especial na 26a Bienal de São Paulo, e transporta o próprio ateliê para o pavilhão projetado por Niemeyer, recebendo numerosas críticas positivas. Bruscky também participou da 29a Bienal de São Paulo, em setembro de 2010.