Marco Maggi (Montevideo, Uruguay, 1957) . Vive e trabalha em Nova York e Montevideo.

O trabalho de Maggi forja conexões entre o que se pode frouxamente considerar entre os binários e as ironias da linguagem. O próprio artista descreve limites dos seus trabalhos como "textos/têxteis, tecnologia/biologia, micro/macro, impresso/não impresso, desenho/Darwin, cidade/universo, excesso/progresso. Estes trabalhos minúsculos de Maggi tentam fazer uma sinopse de grandes retratos, sugerindo seu descontentamento com as modalidades contemporâneas de uma comunicação que ofuscam o contato pessoal, nos mostrando com prazer o seu romantismo com muita intimidade. Suas obras apresentam arquivos imperceptíveis sobre materiais prosaicos: folhas de papel, azulejos de cerâmica, molduras de slides, maçãs ou papel de cozinha. São nestas questões de "Pré-Colombianos ou Pós-Clintonianos?" que percebemos que a intimidade pode substituir a ideologia e um novo protocolo poderá substituir as ligações de longas distâncias, deslocando as artes visuais para o limiar da cegueira.

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