A obra de Marcelo Silveira parece questionar as categorias preestabelecidas, desafiando e tensionando, entre outras, as definições aparentemente consolidadas de escultura, instalação, arte popular, artesanato, e até colecionismo.

A acumulação, de fato, constitui estratégia privilegiada do artista: objetos que lembram utensílios domésticos, evidentemente desprovidos de qualquer utilidade e que, contudo, parecem guardar algum significado; esferas de vários materiais e dimensões, imóveis, como que à espera de algum acontecimento anunciado; centenas de objetos de vidro (de copos e garrafas a simples cacos)... Tudo pode confluir nas grandes coleções de Marcelo Silveira. O curador Moacir dos Anjos observa que “se estabelece (...) um deslocamento claro de foco: das propriedades formais de peças que se bastam, as atenções de Marcelo Silveira (e do observador) se voltam também para um conjunto delas, as quais sugerem, de modo relacional, seus (possíveis) significados”.

Marcelo Silveira nasceu em 1962, em Gravatá, Pernambuco. Vive e trabalha em Recife. Participou da 1ª Bienal Internacional de Artes Plásticas de Buenos Aires, Argentina (2000); da 5ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, Brasil (2005); e da 4ª Bienal de Valência, Espanha (2007), além das mostras coletivas Nova Arte Nova, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e São Paulo, Brasil (2009); Panorama da Arte Brasileira – Contraditório, em Alcalá 31, em Madri, Espanha (2008); Geração da Virada 10 + 1, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, Brasil (2006). Entre suas exposições solo recentes estão: Chronos (2012) e Arquitetura de Interiores (2008), ambas na Galeria Nara Roesler, em São Paulo; Galeria Mariana Moura, em Recife (2006); e Centro Cultural Maria Antônia, em São Paulo (2005), todas no Brasil.
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