José Patrício (Recife, PE, 1960). Vive e trabalha em Recife.

O pernambucano José Patrício inicia sua trajetória artística nos anos 1980, logo após ter feito a Escolinha de Arte do Recife, de 1976 a 1980. Participa de coletivas e salões em seu estado natal com regularidade e começa a se destacar em 1989, quando recebe o prêmio Aquisição no 11o Salão Nacional de Artes Plásticas, no Rio, promovido pela Funarte. Dois anos depois, ganha o mesmo prêmio na 12a edição do salão. Em 1992, participa de sua primeira coletiva no exterior, em Marselha, França.

A partir de 1999, quando cria uma instalação para o Convento de São Francisco, em João Pessoa (PB), Patrício utiliza o jogo de dominós como mola mestra de numerosas obras de sua autoria. Anteriormente, a apropriação de objetos do cotidiano já lhe interessa, como em trabalhos de 1997 e 1998 que utilizam bebês de plástico pintados de preto. “Investindo exclusivamente em pedras de dominós e confundindo o público com seus quiproquós visuais, José Patrício demonstra que a matéria mínima aliada a gestos discretos é suficiente para o fabrico de labirintos”, assinala o crítico e curador Agnaldo Farias, em 2003.

O artista tem obras suas em acervos importantes do Brasil, como o do Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, no Recife, e prestigiadas instituições no exterior, como a Fundação Cartier, em Paris. No destacado Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri, Patrício integrou a mostra coletiva Os cinéticos, em 2007.
desenvolvido por