Jonathan Hernández (México, 1972). Vive e trabalha na Cidade do México.

O mexicano Jonathan Hernández é um dos mais destacados nomes da geração de novos artistas mexicanos, presente em coletivas importantes, como a de inauguração do New Museum, em Nova York, e a Fit to print, da galeria Gagosian, também em Nova York. Em 2010, morou no Rio de Janeiro e em São Paulo a convite do projeto Capacete.

Uma das tônicas da obra de Hernández é ver de forma diferenciada o cotidiano de grandes cidades e tornar visível e poético o que anteriormente não era percebido no andar rotineiro das coisas. Assim, por exemplo, o vídeo Fricção capta a atividade de um amolador de facas na Cidade do México em sua labuta diária e quase invisível no tecido urbano. Já Contratempo traz registros em slides da paisagem urbana de São Paulo a partir de um apartamento no Edifício Copan. Caleidoscópio consiste em um conjunto de dois filmes, uma escultura, oitenta fotografias e parte de seu arquivo de fotos de imprensa, que aponta um outro olhar sobre a cidade e a reapropriação de imagens já existentes, um dado importante no fazer de Hernández.

O cinema é outra das influências do artista, que, no vídeo Nada, elegeu como foco da produção o túmulo de Yasujiro Ozu (1903-1963), que ostenta o epitáfio “Nada”. E uma tela joga com o vísível e o invisível ao ter gravada em sua superfície, quase desaparecendo, a frase “All those moments will be lost in time like tears in the rain”, do filme Blade runner (1982), de Ridley Scott.


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