Gil Vicente (Recife, 1958). Vive e trabalha em Recife.

O pernambucano Gil Vicente desenvolve sua obra desde os anos 1970, quando participa de oficinas e cursos de pintura, desenho e gravura e, pouco a pouco, começa a ser premiado em salões destinados a jovens artistas. Em 1978, ganha a primeira individual na galeria Abelardo Rodrigues, no Recife.
No começo dos anos 1980, ganha bolsa do governo francês e vai estudar na École Nationale Supérieure des Beaux Arts, em Paris. De volta ao Recife, em 1984, é convidado para integrar a coletiva Panorama da arte brasileira, no MAM-RJ.

Bastante coerente em sua poética, utiliza instrumentos básicos da arte, como o nanquim e o papel, para criar uma produção plástica de tom confessional e nada otimista. Parte dessa obra chega ao grande público em 2002, na 25a Bienal de São Paulo, exposição na qual o artista exibe desenhos em cores escuras, de grande técnica, e que distanciam sua visão de um Brasil solar e colorido. No ano anterior, Vicente já participara da 3a Bienal do Mercosul, em Porto Alegre, com uma intervenção em contêiner.

A série Inimigos (2005-06) obtém grande repercussão na mídia em razão de seu caráter transgressor. Nos desenhos em carvão sobre papel e com escala humana, o artista surge matando, de diferentes formas, figuras político-religiosas proeminentes, como Lula, o papa Bento XVI e George W. Bush. Em 2007, participa de outro Panorama da arte brasileira, com curadoria de Moacir dos Anjos, exposto também no Centro Cultural Alcalá 31, em Madri, no ano seguinte. Vicente participou da 29a Bienal de São Paulo, em setembro de 2010.
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