Elizabeth Jobim (Rio de Janeiro, 1957). Vive e trabalha no Rio de Janeiro.
A carioca Elizabeth Jobim surgiu no cenário da arte contemporânea brasileira em 1984, na famosa e festiva coletiva como vai você, geração 80?, no Parque Lage, no Rio, exposição que serviu como cartão de visitas para diversos nomes hoje estabelecidos da pintura brasileira, como Beatriz Milhazes e Daniel Senise. Jobim se graduou em comunicação visual pela PUC-Rio e depois fez mestrado em artes plásticas na School of Visual Arts, em Nova York. A artista estudou desenho e pintura com Anna Bella Geiger, Aluísio Carvão e Eduardo Sued. Nessa fase, sua produção é mais gestual e expansiva.
Jobim é convidada para expor no Panorama da arte brasileira em 1990 e exibe desenhos que se baseiam em antigas esculturas, como O rapto das sabinas, de Gianbologna, e O grupo de Laocoonte, de autoria desconhecida.
Após o mestrado em Nova York, a artista tem no próprio ateliê uma das principais fontes de seu trabalho. Assim, faz desenhos de observação com os tubos de tinta do espaço, além de compor espécies de naturezas-mortas a partir dos arranjos de pedras que compõe no local. Em 2005, os trabalhos a partir da observação de pedras formam ambientes de dimensões expandidas, como na instalação exibida na Bienal do Mercosul, em Porto Alegre. Em 2010, Jobim cria especialmente para o generoso espaço da Estação Pinacoteca, em São Paulo, uma instalação pictórica formada por trinta telas em azul e branco, de comprimentos e profundidades variados e que podem ser permutadas e rearranjadas, provocando novos diálogos e leituras.