Cristiano Mascaro ( Catanduva, SP, 1944). Vive e trabalha em São Paulo.

O fotógrafo paulista Cristiano Mascaro tem na arquitetura das cidades um dos eixos fundamentais de sua obra. Isso também se explica por sua formação – na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), entre 1964 e 1968 –, mas tal processo vai se apurando ano após ano.

Da sua atuação como repórter fotográfico na revista Veja, nos anos 1960, Mascaro ainda guarda certa pulsão do fotojornalismo pelo inesperado, mas seu olhar tem mais a ver com o que se esboçava em sua primeira individual, certeiramente intitulada Paisagem urbana, em 1974, na galeria paulistana Enfoco.

Dois anos depois, o fotógrafo realiza um ensaio especialmente para a Pinacoteca do Estado, abordando dois bairros contíguos ao museu: Bom Retiro e Luz. Depois, em 1981, Mascaro faz outra individual no espaço, Ninguém ensina o que não sabe. Entre os principais nomes que o influenciaram, estão os de Henri Cartier-Bresson (1908-2004), André Kertész (1894-1985), Ansel Adams (1902-1984) e Sergio Larraín. São Paulo, cidade onde vive, sempre foi central em sua obra. “Há uma diversidade, uma mobilidade, cenários variados. Você fica parado numa esquina, e as coisas acontecem à sua revelia”, afirmava ele em 2008.

Mascaro tem fotografias nos acervos da Biblioteca Nacional e do Centro Georges Pompidou, em Paris; do Museu Internacional de Fotografia/Casa George Eastman, em Rochester, Estados Unidos; do MAM-SP; do MASP, entre outras instituições. Já foi premiado com a bolsa Vitae de artes, em 1990, e com o prêmio Porto Seguro, em 2007.
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