Brígida Baltar (Rio de Janeiro) 1959. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

Brígida Baltar começa a desenvolver sua obra nos anos 1990, criando uma poética a partir de elementos bastante simples e essenciais. Por exemplo, a casa onde morou por quinze anos, no bairro de Botafogo, zona sul do Rio, foi o nascedouro de diversos trabalhos de sua autoria.

Torre, de 1996, traz a artista envolta em um agrupamento de tijolos retirados de sua própria residência, formando uma estrutura que se assemelha a uma torre. Já Abrigo, de 1996, consiste em uma ação da artista que escava uma das paredes de sua casa com a intenção de formar a sua silhueta, inserindo-se, depois, nessa espécie de casulo. Como afirma o crítico britânico Guy Brett, “Brígida Baltar assume um lugar próprio diante de uma condição compartilhada por todos nós”.

Em 2005, quando tem de deixar sua casa/ateliê, Baltar parte para uma nova fase em seu trabalho, mas com elementos que dialogam com a produção anterior. Por exemplo, os livros/objetos feitos de pó de tijolo e intitulados Utopias e devaneios. Ou os desenhos Floresta vermelha, de 2006, que também se apropriam do pó de tijolos.

Trazendo elementos que se conectam com a obra de outros artistas-chave na contemporaneidade brasileira, como Hélio Oiticica e Lygia Clark, Baltar participou de importantes exposições – Panorama da arte brasileira, em 2007, com curadoria de Moacir dos Anjos, hoje à frente da 29a Bienal de São Paulo, e Paralela, em 2008, com curadoria de Rodrigo Moura (Instituto Inhotim).



desenvolvido por