Amélia Toledo (São Paulo, SP, 1926). Vive e trabalha em São Paulo.
A paulistana Amelia Toledo desde cedo tem contato com o mundo da arte. Nos anos 1940, por exemplo, conhece e frequenta o ateliê de Anita Malfatti (1889-1964) e estuda desenho com Yoshyia Takaoka (1909-1978). Nos anos 1960, participa da fundação da Universidade de Brasília (UnB) e conclui o mestrado na instituição, mas deixa a cidade motivada pela exoneração de seu marido na época, Eustáquio Toledo Machado Filho, do quadro docente da universidade.
Em 1965, vai morar em Portugal, onde o marido passa a lecionar. Dois anos depois, expõe na 9a Bienal de São Paulo, sendo premiada pelas duas obras que compõem a série Caixas e por Espaço elástico. As investigações espaciais resultam em outros de seus mais famosos trabalhos, como Situação tendendo ao infinito (1971). Nesse mesmo período, opta por uma vertente experimental em sua obra e termina por criar peças célebres, como Glu-glu (1968) e Medusa (1969), e também se aproxima de nomes-chave da arte naqueles anos, como Anna Maria Maiolino.
A partir de 1974, passa a residir no Rio, voltando a São Paulo apenas em 1980. A partir daí, passa a utilizar as pedras como matéria fundamental de sua obra. A habilidade com tal material propicia convites para grandes projetos públicos, como o Parque das Cores do Escuro (2000-02), desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo para embelezar áreas sob viadutos, no Ibirapuera e em um parque na Vila Maria. Amelia foi convidada também para criar um projeto cromático e de acabamento na estação Arcoverde do metrô carioca, de 1997 a 2000. A artista esteve presente na 29a Bienal de São Paulo.