pinturas recentes
No segundo andar, em seu espaço recém-ampliado, a Galeria Nara Roesler traz a produção recente de Boi, pseudônimo de José Carlos Cezar Ferreira (Marília SP, 1944). São oito óleos sobre tela (1,50 x 1,80m) realizados em 2007 e 2008. Boi sempre esteve interessado no que vê através da janela. Por muito tempo seu olhar repousou na natureza da cidade montanhosa de Mauá (RJ), onde morou. Depois que voltou a São Paulo, o artista passou a contemplar o espaço urbano, traduzindo em suas pinturas de poucos traços a sua convivência com a cidade.
No conjunto, segundo Gabriel Borba, estes quadros formam uma família, mas cada pintura guarda características muito particulares. “Sem usar muitas cores e com um repertório de formas muito restrito, Boi alcança uma impactante composição”, afirma o crítico. A nova série, com uma única linguagem geométrica – retângulos monocromáticos –, não deixa de, pela cor, sugerir um céu e, pela profundidade, ensejar à paisagem. Se antes as cores primárias eram mais evidentes em seus trabalhos, nestas oito pinturas o potencial cromático se afirma nas diversas combinações entre o azul e o vermelho, em vigorosa exploração dos harmônicos violetas.
Boi foi aluno da Escola Brasil, aonde chegou a ensinar ao lado de José Resende e, na década de 80, fez parte da prestigiosa Galeria Subdistrito. Apesar de se destacar no mundo das artes desde a década de 70, quando recebeu prêmios e realizou individuais importantes, como no Masp, em 76, Boi é mais admirado entre os artistas. Esta é a sua terceira individual na Galeria Nara Roesler.