os invisíveis

Ana Linnemann ( RJ, 1957) ocupa o pátio da galeria com um novo recorte da série “Os invisíveis”. Alguns objetos, escolhidos a partir de sua capacidade de se mesclar ao ambiente, serão motorizados e submetidos a performances discretas. “Ao invés de receberem o foco normalmente dispensado aos trabalhos de arte, esses objetos inquietos existem para serem percebidos com o canto do olho, perturbado, talvez, por seu movimento inusitado”. Palavras da artista.
A peça a ser mostrada na Galeria Nara Roesler faz parte de um projeto mais amplo onde objetos, tão comuns que se tornam imperceptíveis, executam pequenas ações em curtos intervalos de tempo — numa fruteira, um limão dá um pequeno pulo; uma garrafa de Coca-Cola desliza para a esquerda e de volta para a direita sobre uma prateleira na parede; numa mesa de canto, um vaso de orquídeas descreve um giro rápido. Esses trabalhos foram apresentados, entre outros, em edições anteriores deste projeto que ocorreram, no Brasil, no Museu Imperial de Petrópolis (2007, O Museu como Lugar), Rio de Janeiro e no exterior, na Oslo Kunstforening (2008, Multiple Choices), Oslo e The Long Island University (2005, Six Outdoor Projects), Nova Iorque. As peças que serão expostas na galeria Nara Roesler são inéditas e foram desenvolvidas especificamente para o espaço do pátio da galeria.
Ana Linnemann é formada em Design pela PUC-RJ e recebeu o mestrado em Escultura pelo Pratt Institute, em Nova York, cidade onde residiu até 2006. Entre seus projetos mais recentes estão Bead Beat (Contas & Quiques), uma orquestra digital de cordões de pérolas (MAM-Rio, 2007) e O Mundo como uma Laranja, instalação em constante desdobramento onde um grande número de objetos familiares (baldes, relógios, xícaras, sapatos) são tratados como frutas ou legumes numa bancada de cozinha: descascados, fatiados, divididos e picados, exposta na Galeria Mercedes Viegas (RJ, 2006), Sculpture Center (NY, 2004) e no Gabinete de Arte Raquel Arnaud (SP, 2003), entre outros. Anterior é a série Pedras Bordadas/Espaços Vestidos (El Museo del Barrio, NY, 2001; MALBA, Buenos Aires, 2002; Paço Imperial, RJ, 2001; Galeria Raquel Arnaud, SP, 2000, entre outros. Em 2004, recebeu as bolsas Vitae, SP e Pollock-Krasner, NY.
desenvolvido por