xavier veilhan
maquettes, 2014
técnica mista
foto © diane arques; © veilhan, adagp/ paris, autvis 2015
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Desde meados de 1980, o artista francês Xavier Veilhan (nascido em 1963, radicado em Paris) cria uma acalmada obra que é definida tanto por seu interesse no vocabulário da modernidade (velocidade, movimento, vida urbana, etc.) quanto pelo estatutário clássico, ao qual ele agregou sua própria reinterpretação contemporânea. Ele usa uma grande variedade de materiais e técnicas para produzir retratos e paisagens tridimensionais, bestiários e arquitetura que sempre oscilam entre o familiar e o extraordinário. Para Xavier Veilhan, a arte é “uma ferramenta de visão através da qual devemos olhar para entender nosso passado, presente e futuro”. Suas exposições e intervenções in-situ em cidades, jardins e casas questionam nossa percepção ao criar um envolvente espaço ambulatório no qual a plateia se transforma em participante ativa (Veilhan Versailles, 2009; Veilhan at Hatfield: Promenade, 2012; a série Architectones, 2012-2014). Ao associar a escultura, cenários, música e figuras vivas, ele cria obras para o desenvolvimento das exposições. Sua estética revela um contínuo de forma, contorno, fixação e dinâmica, que convida o espectador a uma nova leitura do espaço e assim da criação de um repertório completo de sinais, o teatro da sociedade. 

 

Frequentemente investindo em espaços públicos, Xavier Veilhan já instalou esculturas em várias cidades na França – Bordeaux (Le Lion, 2004), Tours (Le Monstre, 2004), Lyon (Les Habitants, 2006) – e também em outros países: Nova York (Jean-Marc, 2012), Shanghai (Alice, 2013), Suécia (Julian, 2014), Osan, Coréia do Sul (The Skater, 2015). Sua performance mais recente, SYSTEMA OCCAM, para uma composição musical de Eliane Radigue, foi apresentada em 2013, em Marselha e Nova York, e em 2014, no museu parisiense Eugène Delacroix.

 

O final de 2014 marcou sua muito esperada transformação do Château de Rentilly (Frac Ile-de-France, Marne et Gondoire), enquanto em março de 2015 seu projeto Architectones ganhou raízes com o lançamento do livro e documentário epônimos. Ao mesmo tempo, a exposição dupla Music foi apresentada na Galerie Perrotin em Nova York e Paris.

 

Exposições

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