Máximo Gonzalez (Parana, Provincia de Entre Ríos, Argentina, 1971). Vive e trabalha na Cidade do México.

O humor é a moeda corrente de Maximo Gonzáles. E isso no sentido literal. Pois o dinheiro em papel, as cédulas das moedas desvalorizadas de países latino-americanos, é a matéria prima do artista, o suporte que ele recorta tomando por base sua iconografia e uma leitura aguda e divertida dos problemas crônicos do nosso triste continente. Gonzáles já produziu suas narrativas com cédulas fora de circulação de países como a Costa Rica, México e Argentina. Convidado ao ROESLER HOTEL, Gonzáles juntou uma coleção de notas da miríade de moedas que a nossa Casa da Moeda criou ao longo das últimas décadas.
É delicioso reconhecer nos refinados recortes efetuadas em antigas notas do nosso dinheiro desvalorizado, as figuras pátrias que elas traziam estampadas, os emblemas da nossa nação transportados para outros contextos, associados com feitos importantes e situações bizarras, por exemplo, o Barão do Rio Branco, o patriarca da nossa diplomacia, redefinindo a fronteira do Brasil e o grande sertanista Marechal Rondon ladeado por duas índias nuas. Destinado a não ser apreciado pelo seu valor plástico graças a sua condição de um meio através do qual obtemos aquilo que desejamos, com Gonzáles as notas ganham espessura poética, revelam sua dimensão lingüística de modo a ganhar novos e inesperados conteúdos.



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